Cringe, Millennials e Gen Z: como os conflitos geracionais podem aparecer no vestibular?

Durante o último mês, você provavelmente ouviu com frequência palavras como Cringe, Millennials e Gen Z, certo? A discussão que tomou a internet envolveu pessoas de diferentes idades e abriu um grande debate sobre os conflitos, hábitos e interesses geracionais. Afinal, o que é cringe ou boomer? O que caracteriza os Millennials ou Gen Z? Por que especialistas demarcam as gerações e como esse assunto pode aparecer no vestibular?

Para começar, é necessário reconhecer que as diferenças de hábitos entre as gerações sempre foi um fato polêmico e não é uma novidade das novas tecnologias. O que mudou é que, com a globalização e o acesso à internet, essas demarcações ficaram evidenciadas, pois temos mais possibilidades de interagir e trocar informações com pessoas e culturas ao redor do mundo.

Para além dos memes e das disputas de preferências, especialistas acreditam que o contexto histórico influencia diretamente na forma de organização social e comportamental dos grupos. Portanto, é comum que os valores sejam distintos. Como aponta o psicólogo e professor da USP, Rogério Lerner, “esse embate tem a função de testar o grau de adaptação daqueles que estiverem em conflito”. Com isso, o objetivo dessa divisão geracional é tentar compreender as mudanças na forma de pensar e agir na sociedade, além das práticas de consumo e seus reflexos na economia, mercado de trabalho e hobbies.

Embora haja algumas divergências quanto a divisão das gerações, a mais aceita atualmente é a que separa a população em quatro grupos: Baby Boomers (1946-1964); Geração X (1965-1980); Geração Y (1981-1996) e Geração Z (1997-2010).


Baby Boomers (1946-1964)

Em tradução literal do termo, “a explosão de bebês” aconteceu no contexto da Pós-Segunda Guerra Mundial. Foi um momento de um “boom” demográfico no planeta, especialmente nos Estados Unidos, por conta da volta dos combatentes do conflito, dando origem à nomenclatura.

Os Baby Boomers têm hoje entre 57 e 75 anos de idade e tendem a ser mais conservadores, preferindo a experiência à inovação. Eles também são a Geração da TV: acompanharam o seu surgimento e as movimentações que o novo meio comunicacional causou na época, influenciando seus costumes e estilos de vida. Outro elemento cultural que distingue os Boomers é o rock and roll.

🎬Famosa personagem que representa a geração: Miranda Priestly (Meryl Streep), no filme O Diabo Veste Prada (2006).


Geração X (1965-1980)

Já a Geração X, hoje com idades entre 41 e 56 anos, atravessou fases ideológicas bem marcantes. Ela presenciou o movimento hippie e a ascensão dos movimentos sociais, mas também cresceu sob governos rígidos (no Brasil, o período engloba quase toda a ditadura).

Ela lutou para conquistar a capacitação profissional e a estabilidade financeira, já que o mercado havia ampliado as áreas e se tornado mais competitivo. Foi uma geração mais consumista em relação à anterior. Isso também se deve ao aumento do mercado e comercialização de produtos e bens.

🎬Famoso personagem que representa a geração: Tyler Durden (Brad Pitt), em Clube da Luta (1999): “Todos nós fomos criados vendo televisão para acreditar que um dia seríamos milionários, deuses do cinema, estrelas do rock… Mas nós não somos.”


Geração Y ou Millennial (1981-1996)

A Geração Y é composta por pessoas que presenciaram a chegada do novo milênio durante a infância ou adolescência. A tecnologia faz parte de seu dia a dia, mas elas não nasceram na era totalmente tecnológica. Passaram pela época analógica, com CDs, TV e telefones fixos, e migraram para o mundo digital.

Hoje, com idades entre 25 e 40 anos, nasceram em um mundo mais democrático e de ruptura de paradigmas. Também presenciaram a globalização na virada do século, são questionadoras e tendem a prezar pelas liberdades individual e coletiva.

🎬Famosos personagens que representam a geração: Kat Edison (Aisha Dee), na série The Bold Type, e a protagonista Phoebe Waller-Bridge, em Fleabag (2016).

Geração Z (1997-2010)

A Gen Z, ou pós-millennial, é marcada pela internet: desde cedo convive com as redes sociais e com a cultura pop. Com idades entre 11 e 24 anos, os membros da Geração Z vieram ao mundo em pleno século XXI e já estão começando a aparecer no mercado de trabalho.

Diferente das gerações anteriores, a Gen Z costuma dar mais voz às causas sociais nos ambientes digitais e faz multiatividades, mas possui um tempo de atenção menor a cada uma delas. Tende a ser independente e é consumidora exigente.

Considera cringe, ou micos, algumas atividades e características da Geração Y, tais como: gostar de café, usar calça skinny, ser fã da saga Harry Potter, entre outros.

🎬Famosas personagens que representam a geração: Eleven (Millie Bobby Brown), na série Stranger Things, e Rue Bennett (Zendaya), na série Euphoria.


“Tá bom, acho que entendi! Mas como isso pode aparecer no vestibular?”

Mais do que delimitar características e eventuais estereótipos, a demarcação de gerações evidencia as formas como as diferenças são fortemente influenciadas pelo contexto histórico e se aplicam em todas as áreas da vida: economia, valores, artes, música, entretenimento etc.

Os conflitos geracionais continuarão acontecendo e já é possível perceber mudanças na Geração Alpha — crianças de 4 e 5 anos, que são experientes em aparelhos digitais, por exemplo.

Portanto, como uma incrível fonte sociológica, a compreensão desses períodos e costumes pode ser uma importante ferramenta para construir argumentos consistentes e coerentes na redação do Enem. Aliás, os conflitos geracionais estão sendo cogitados até mesmo como possíveis temas da redação deste ano.

Então, algumas dicas: leia mais sobre o assunto e sobre a sua repercussão e fique atento às mudanças e inovações no mundo. Além de te auxiliarem no vestibular, elas serão úteis para te ajudar a estabelecer uma melhor relação interpessoal com os demais à sua volta.

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Escrito por:
Larissa Florentino


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