Conheça a rotina de uma instituição militar de ensino

Entrevistamos o ex-aluno Gabriel Barros sobre seu dia a dia no Colégio Naval

Foi ouvindo as histórias do bisavô, oficial reformado da Marinha do Brasil, que o jovem Gabriel Barros encontrou a motivação para seguir, desde cedo, a carreira militar: “meu bisavô sempre contou muitas histórias sobre quando ainda era da ativa, e isso me enchia os olhos. Desde então, sempre procurei meios de me tornar um oficial e um militar da Marinha”, conta Barros.

A partir dessa busca, o estudante descobriu o concurso do Colégio Naval, voltado para a formação de nível médio. Aluno do Elite, em 2015, Gabriel passou a estudar nas turmas voltadas especificamente para a preparação de concursos militares. Foram dois anos de mais de 12 horas de dedicação diária aos estudos até que veio a sonhada aprovação. “Eu lembro que minha avó estava em casa quando eu vi que tinha sido aprovado. Dei um abraço nela, foi um abraço de alívio. Um abraço de quem tirou um peso das costas. O esforço de dois anos estudando valeu a pena.”

Aprovado em 2018, aos 16 anos, Gabriel ingressou no Colégio Naval. Na instituição, a rigorosa rotina é definida logo no início da semana, quando são publicados os boletins. Em geral, ao longo dos dias, os alunos passam pelo seguinte cronograma de atividades:

Rotina-militar

“Às terças e quintas-feiras, temos a parada escolar, que é uma revista para ver se o uniforme está bem apresentado e passado e se a gente fez a barba. Às quartas-feiras, normalmente temos a ordem unida, em que treinamos a nossa marcha. O treinamento físico é dividido em equipes, eu sou da equipe de vela, mas também tem a equipe de futebol, natação, remo”, conta o ex-aluno.

Gabriel também conta que um dos maiores desafios do Colégio Naval era o nível de exigência. “Cobram bastante, tanto nas matérias quanto na parte física. Nós temos testes físicos com barra, abdominal, natação, corrida, e eles cobram bastante, mas se você perseverar, estudar e treinar, você consegue, sem problemas.”

Embora seja, de fato, bastante rigorosa, a rotina dos alunos de colégios militares também abarca momentos de descontração e de atividades extracurriculares. Gabriel, por exemplo, recorda-se da NAE, uma competição esportiva anual entre as escolas de formação militar de ensino médio (Colégio Naval, EPCAr e EsPCEx). A “Olimpíada” conta com modalidades como atletismo, futebol, vôlei, xadrez, esgrima e judô. “Ficar na torcida com os meus pais assistindo aos alunos de todas as Forças competindo foi algo muito marcante para mim”, relembra Gabriel.

Depois de três anos de estudo em regime de internato no Colégio Naval, hoje Gabriel é aspirante da Escola Naval e aponta que a união entre os alunos é uma das coisas mais marcantes das duas instituições. “É uma irmandade muito difícil de se ter hoje em dia. Você pode estar passando por qualquer dificuldade, as pessoas aqui dentro te ajudam como se fossem irmãos. Realmente, são os seus irmãos de farda, e essa união você levará para o resto da vida, seguindo carreira ou não.”

Hoje, aos 19 anos, em seu primeiro ano no curso da Escola Naval, Gabriel vislumbra o futuro. “Espero que, daqui a três anos, eu possa me formar e logo depois já começar a cumprir minhas funções como oficial da Marinha. Quero fazer o que há de melhor na profissão, que é salvaguardar a vida das pessoas, defender a Constituição Brasileira e cumprir a nossa função, porque eu tenho certeza de que serei muito feliz fazendo isso”.

Para quem pensa em seguir o mesmo caminho, o aspirante deixa um recado: “a pessoa que realmente quer estar em qualquer instituição militar tem que ter muita perseverança e pensar no futuro, porque toda a fase de formação e de anseio vai passar. É apenas uma fase. Você não pode desistir no primeiro desafio, tem que perseverar”.

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Escrito por:
Amanda Lira


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