Brasileiras na ciência

Quantos cientistas você conhece? Quantos deles são brasileiros? E quantos desses são mulheres? Mesmo sabendo que a pesquisa científica ainda não é tão valorizada no nosso país, já temos muito do que nos orgulhar. Nessa semana da mulher, queremos dar especial atenção às pioneiras da ciência brasileira cujas pesquisas merecem toda nossa atenção e respeito.   Nise da Silveira (1905-1999) Médica psiquiatra, ela foi a pioneira na pesquisa sobre o tratamento da doenças mentais através de métodos como “arte-terapia”, hoje reconhecido internacionalmente. Nise dedicou sua vida principalmente à luta contra os tratamentos psiquiátricos agressivos, tais como confinamento, choques elétricos e lobotomia.   Ruth Sonntag Nussenzweig (1928-2018) Bióloga, a pesquisadora fez uma grande descoberta para a área da saúde. Por meio de diversos experimentos, ela provou que era possível obter proteção contra o parasita causador da malária. A descoberta, feita em 1967, provocou entusiasmo mundial e serviu de base para as pesquisas que visavam desenvolver uma vacina contra a doença.   Johanna Döbereiner (1924-2000) Nascida na República Tcheca e radicada no Brasil, a agrônoma fez importantes descobertas durante sua carreira na Embrapa sobre a fixação de nitrogênio em leguminosas tropicais que, posteriormente às pesquisas, dispensaram o uso de fertilizantes em cultivos. A consequência direta disso foi a redução drástica no custo da produção de soja. Anos depois, em 1997, foi indicada ao Nobel de química e ingressou na Academia de Ciências do Vaticano.   Elza Furtado Gomide (1925-2013) Como a primeira doutora em Matemática do Brasil, Elza considerava que sua maior contribuição para a área tenha sido, […]



Qual a origem das marchinhas de Carnaval?

Há mais de 130 anos, surgia a primeira marchinha de Carnaval. Composta pela pianista e regente Chiquinha Gonzaga — uma das musicistas mais importantes do nosso País –  em 1889, a música “Ó abre alas” é uma das mais famosas da música brasileira e, mesmo assim, esse gênero musical só teve seu auge nos anos 1920. Com o passar dos anos, diversos artistas aderiram ao estilo e compuseram canções que até hoje animam a festa de foliões Brasil afora. Inspiradas nos estilos musicais portugueses, as marchinhas foram desenvolvendo outras características com o passar do tempo: instrumentos de sopro, como trompete e saxofone, foram acrescentados às melodias, tendo como principal referência o jazz, que à época era bastante popular nos Estados Unidos. Nas décadas de 30 a 60, as canções carnavalescas viveram seus tempos áureos nas vozes de artistas brasileiros que se consagraram internacionalmente, a exemplo de Braguinha, Carmen Miranda, Dalva de Oliveira e muitos outros. Com temas variados, esse gênero musical é recheado de letras de duplo sentido e que revelam os costumes dos brasileiros do século passado. Seu valor cultural não pode ser medido e, até hoje, tem grande influência. As marchinhas carnavalescas, de maneira original e tipicamente brasileira, abusando da sátira, irreverência e bom humor, não foram esquecidas, mas sim adaptadas e repaginadas, se tornando uma grande atração do Carnaval pelo País. Leia também: Viva o Português! Como escolher uma escola?