Redação do Enem: 9 filmes para aumentar seu repertório

Avaliado sobretudo na competência 3 da redação do Enem, um bom repertório é fundamental para a elaboração de uma argumentação consistente e coerente. 

 

Um bom repertório, necessário para defender as suas teses e pontos de vista, pode ser adquirido de diversas maneiras: por meio de exposições culturais, de viagens, de debates, entre outros. Assistir a filmes também é uma forma divertida e agradável de se conhecer mais sobre o mundo. 

Então, que tal convidar seus amigos para uma sessão virtual e separar a pipoca? Vocês podem debater as histórias e trocar suas perspectivas sobre as narrativas. Temos certeza de que vocês vão se divertir e aprender bastante!

Confira abaixo nove filmes — dos clássicos às animações — que separamos para você. Em cada sugestão, indicamos tema(s) para você refletir e, quem sabe, treinar sua redação.

 

  1. A lista de Schindler (Schindler’s List, 1993, Steven Spielberg)

Do mesmo diretor de sucessos de bilheterias, como Jurassic Park, E.T.: O Extraterrestre e a trilogia de Indiana Jones, o longa-metragem A lista de Schindler é baseado em histórias reais do período do Holocausto. 

O filme apresenta a história de Oskar Schindler, um comerciante alemão oportunista, membro do partido nazista, que abre uma fábrica e passa a lucrar com a mão de obra judia. Apesar de, a princípio, ter um caráter questionável, aos poucos o personagem demonstra amor pelo ser humano, chegando a abdicar de toda a sua fortuna para salvar a vida de centenas de judeus presos em campos de concentração.

Com uma direção sensível, o filme traz à discussão temas como religião e preconceito e, fugindo de maniqueísmos, mostra o poder da resistência.

Tema para reflexão: Caminhos para o combate à intolerância religiosa.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.

 

  1. Clube de compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2014, Jean-Marc Vallée)

Em 1986, surgiam no mundo os primeiros casos de AIDS, doença ainda cercada de incertezas e de preconceitos. É nesse cenário que se passa o filme, baseado em histórias reais. 

Em Clube de compras Dallas, o caubói Ron Woodroof é diagnosticado com a AIDS após manter um estilo de vida repleto de relações sexuais sem uso de preservativos e de compartilhamento de seringas. Depois de muita resistência, vendo a piora de seu próprio quadro, Ron decide pesquisar mais sobre a doença e trava uma batalha contra a indústria farmacêutica norte-americana em busca de tratamentos mais eficazes, que preservem sua vida.

O filme é uma oportunidade para refletir sobre desinformação, negacionismo, estilo de vida e saúde.

Tema para reflexão: O aumento exponencial de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.

 

  1. Ela (Her, 2014, Spike Jonze)

Indicado ao Oscar em 2013, Ela é um filme que traz discussões bastante contemporâneas sobre as relações humanas e as tecnologias. Na obra, o escritor recém-divorciado Theodore adquire um um novo sistema operacional para seu computador e acaba se apaixonando pela voz da inteligência artificial. Embora possa parecer trivial, o filme é profundo, poético e reflexivo ao retratar o paradoxo da solidão em uma era hiperconectada. 

Assistir a Ela é um bom ensejo para se problematizar a relação entre o uso de novas ferramentas comunicacionais e as relações humanas.

Tema para reflexão: O paradoxo do século XXI — o progresso tecnológico e a desumanização do indivíduo.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos

 

  1. Escritores da liberdade (Freedom writers, 2007, Richard LaGravenese)

Uma jovem professora idealista e uma turma de alunos indisciplinados e agressivos: esse é o encontro retratado em Escritores da liberdade. Também baseado em fatos, o filme retrata os desafios de engajar e de estabelecer relações de confiança entre os estudantes, que, em seu cotidiano, enfrentam diferentes episódios de violência.

Com empatia e sagacidade, aos poucos a professora consegue impactar a vida dos alunos por meio da educação, apresentando aos jovens outras realidades e propondo formas alternativas de estudo. 

Escritores da liberdade suscita a reflexão sobre diferentes temas, como o racismo, a violência nas escolas, a importância da leitura, entre outros.

Temas para reflexão: A naturalização da prática do bullying nas escolas. Uso de tecnologias como recursos de sala de aula. A importância da leitura para a formação de um cidadão crítico. O papel da escola no âmbito da defesa da diversidade.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.

 

  1. Matrix (The Matrix, 1999, Lana Wachowski e Lilly Wachowski)

O jovem programador Thomas é atormentado constantemente por estranhos pesadelos nos quais sempre está conectado por cabos a um imenso sistema de computadores do futuro. Com a repetição dos sonhos, Thomas passa a desconfiar da realidade e descobre que, de fato, é vítima de um Matrix: um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas e cria a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. 

Diante da descoberta, o programador se vê diante do desafio de reagir contra a máquina para conquistar a liberdade para si mesmo e para a humanidade. 

O filme, considerado um clássico do cinema, acende discussões sobre tecnologia, protagonismo e cidadania.

Tema para reflexão: Juventude e política: segmento engajado ou geração alienada?

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos.

 

  1. O pequeno Stuart Little (Stuart Little, 1999, Rob Minkoff)

Primeira animação da lista, O pequeno Stuar Little não é apenas um filme para os pequenos. Nas entrelinhas da obra, escrita há 70 anos, há temáticas como o abandono, a rejeição e a adoção.

O filme conta a história do ratinho Stuart, que vivia abandonado num orfanato até ser adotado pela família Little, que se encanta pela personalidade do personagem. No entanto, ao chegar em seu novo lar, Stuart precisa lidar com a rejeição de seu irmão, George, primogênito da família Little.

Ingênua e sensível, a obra suscita a reflexão sobre a adoção e sobre a aceitação das diferenças.

Tema para reflexão: Dificuldades para a democratização da adoção no Brasil.

Classificação indicativa: Livre.

 

  1. Os delírios de consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic, 2009, P. J. Hogan)

É possível que, ao longo dos anos 2000, você já tenha assistido a esse filme em uma Sessão da Tarde (TV Globo). Mas se engana quem pensa que a obra é apenas um romance superficial. Pelo contrário: Os delírios de consumo de Becky Bloom é uma oportunidade e tanto para se pensar sobre consumismo.

No filme, a jovem jornalista Becky, afogada em dívidas devido às suas compras compulsivas, é contratada como colunista de economia de uma revista, tendo como missão orientar as leitoras sobre controle de gastos — exatamente aquilo que ela não consegue fazer. O filme se desdobra de forma leve e divertida, provocando boas risadas e muita reflexão.

Com o filme, é possível pautar temas importantes, como planejamento financeiro e consumismo.

Tema para reflexão: Impactos do consumo na sociedade brasileira.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 10 anos.

 

  1. Preciosa (Precious, 2009, Lee Daniels)

Antes de falar sobre a obra em si, é importante destacar que Preciosa é um filme delicado, que pode provocar gatilhos relacionados a abusos. 

O filme se passa em uma periferia estadunidense e enfoca a história de Claireece Preciosa, uma jovem pobre, negra e analfabeta que, aos 16 anos, está grávida e sofre de obesidade. Violentada pelo pai e abusada pela mãe, Preciosa reflete em agressividade as rejeições que sofre em sua vida. A história começa a mudar quando a garota conhece uma professora disposta a ajudá-la a superar suas experiências traumáticas por meio da imaginação.

Preciosa é um filme duro e profundo e que, por isso mesmo, provoca análises sob variadas perspectivas.

Dentre os assuntos levantados pelo longa-metragem, estão o machismo, a gordofobia, o racismo, as violências doméstica e sexual e o bullying.

Temas para reflexão: Gordofobia e a sociedade da estética. A importância do combate à discriminação racial no Brasil.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.

 

  1. Wall-E (2008, Andrew Stanton) 

Do mesmo diretor do filme Procurando Nemo, Wall-E é o segundo filme de animação da lista.

A obra se passa em um futuro em que, após deixar a Terra entulhada por lixo e poluída por gases tóxicos, a humanidade se vê exilada em uma nave espacial. Procurando formas de voltar a habitar a superfície terrestre, são enviados ao planeta uma série de robôs. Dentre eles, estão Wall-E, responsável por limpar o planeta de resíduos, e EVA, encarregada da missão de encontrar vegetação. 

Ao longo do filme, percebe-se que os seres humanos estão completamente acomodados e passivos, tendo dificuldades para refletir sobre o cenário ao seu redor, de se relacionar com as outras pessoas e de reagir, deixando os papéis ativos a cargo das máquinas criadas por seus antepassados.

 Mais do que um desenho animado, Wall-E é um filme repleto de críticas à humanidade. Por meio dele, é possível refletir sobre desenvolvimento, meio ambiente e cidadania.

Temas para reflexão: Desenvolvimento sustentável e progresso: o avanço de um Brasil que negligencia o meio ambiente. Meio ambiente, consumismo e a cultura dos descartáveis.

Classificação indicativa: Livre.

 

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Escrito por:
Amanda Lira


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